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 EU SOU A LEI! EU SOU A JUSTIÇA!

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Andrus de Kraken
General Marina
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MensagemAssunto: Re: EU SOU A LEI! EU SOU A JUSTIÇA!   Qui Dez 17, 2015 12:51 pm

*Como ele suspeitava. Era exatamente isto. O rapaz queria mostrar força para a Lady Armeira e tinha realmente incitado os cadetes em volta. É claro que o quanto antes Avilak eliminasse a concorrência, tanto melhor seria para ele. Ele chamava de "exercício de combate", mas com certeza algum "acidente" aconteceria e Andrus "infelizmente" não suportaria.

É claro.

Avilak era ambicioso e confiante de sua força, além de ter um olhar injetado e feroz. Gozava de algum prestígio entre os outros cadetes e queria tirar do caminho qualquer empecilho em sua escalada ao topo.
Exatamente... Como os humanos faziam.

Os olhos do ex-assassino se estreitaram e sem dizer nada, ele permitiu que Zell partisse. Tinha encontrado motivação para lutar e de sobra. Também não respondeu a reação exaltada de todos. Esperou que Avilak terminasse de falar e então, se voltou para Joseph e disse:*


- Está tudo bem, Joseph...

*O olhar oblíquo do cadete novato fazia jus ao seu apelido. Era gelado.*

- Eu faço um exercício com ele...

*Andrus moveu um pouco os olhos à volta, se certificando que era observado*

- Afinal, Avilak parece ansioso para descansar. E quer ser espancado o quanto antes.

*Ele curvou um pouco os dedos para cima, em postura relaxada nas mãos, como se preparasse para estalá-los*

- Vamos dar isto a ele.

*Era uma provocação, para mexer com o brio dos cadetes. Queria que eles prestassem atenção. Avilak não queria deixar dúvidas de quem era o mais forte. Andrus também não. Então, o assassino se voltou para o rapaz louro de olhar injetado e disse:*

- Vamos lutar. Você fala demais. E não sabe nada sobre a Armeira.

*Andrus era de poucas palavras. Esperou pacientemente o retorno da porta-voz da Armeira para começar. Já sabia como começaria. E também, como iria terminar. Avilak era forte, mas ele não sabia o que estava enfrentando. Ele não sabia quem estava enfrentando.*
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MensagemAssunto: Re: EU SOU A LEI! EU SOU A JUSTIÇA!   Dom Jan 03, 2016 11:54 pm


- Isso que estão fazendo é indigno para a posição que estão buscando... Kraken só levanta seus punhos para punir os malignos.


- Não vejo nada de errado em um exercício de treinamento Joseph. Não seja tão dramático

Joseph solta um olhar fulminante ao ouvir isso da Cadete


- Não teste minha paciencia Marie! sabe muito bem o porque sou contra isso! Todos sabem!!!


- . . . . . . .

Marie se cala e vira o olhar, Andrus percebe que a linguagem corporal dela é seguida por quase todos alí, Ele tinha perguntado sobre os níveis de comando, e Joseph tinha deixado entender que todos alí estavam no mesmo nível, mas seu guia parecia ter uma certa autoridade. quando Andrus pensava nisso Avilak trouxe a resposta.


- Não se faça de santo Joseph. Ao contrario de você que negou a honra de ser nosso General para se tornar o capacho da Senhora, Andrus e eu temos objetivos menos covardes.

Joseph se vira para Avilak que continua seu discurso...


- Logico que ninguém aqui esta te culpando por não ter se tornado o lider de todos os exercitos do imperador, Eu pessoalmente sou muito grato a você por ter se acovardado. Só não Atrapalhe os que almejam o topo! Você pode morrer de velho aqui nesse cubo de Gelo. Eu estarei do lado direito do imperador, representando nosso povo!

Um momento de silencio e tensão se segue, Anhi retoma a conversa na tentativa de aliviar o ar...


- Qual o problema Joseph? Se os dois querem isso deixe eles brincarem um pouquinho!

Joseph estava começando seu argumento... Mas parou por um segundo, depois prosseguiu...


- Problemas? Eu posso citar vários... O maior deles está vindo para cá agora.

Todos os cadetes olham na mesma direção de Joseph. e Então toda a tensão e o silencio retornam... Ao longe junto com Zell...

Lady Iridh se Aproxima...


Zell se adianta e chega a eles antes da Armeira....


- Tchaaans! Desculpem a demora! Lady Iridh insistiu em terminar a pagina que estava lendo antes de vir!!!


- Sua peste! Era para você pedir permissão a ela e não tirá-la de seus afazeres para vir aqui!!!


- Há! E que diversão isso teria pra mim? Além do mais se está com medo da resposta não deveria nem ter pedido permissão.

A pequena colocou Avilak contra a parede, agora ele teria que pedir ou se passaria por covarde, mesmo que isso incitasse a fúria da Lady do Ártico. Joseph se vira para Andrus.


- Escute Andrus, Lutas por motivos pessoais ou disputas estupidas como essa não são bem vistas por Lady Iridh! Você não precisa Lutar! Você conquistou seu lugar aqui! Não tem que provar nada!

Mal Joseph termina de Falar, Lady Iridh chega a eles. Todos se curvam em reverencia a Armeira.


- Então? O que é tão importante que necessitava minha presença? Porque vocês não estão treinando barreiras como lhes foi ordenado? Avilak porque você está aqui e não na ala D da biblioteca escrevendo um resumo dos artigos sobre honra que mandei você fazer a dias? Joseph porque você e Andrus estão aqui na Area de treinos em vez de estarem meditando?

Todos olham para Avilak, que trava um pouco mas consegue falar logo após a Armeira seguir os olhares até ele.


- Lady Iridh, Andrus e eu gostaríamos de fazer um exercício de combate... Para nos conhecermos melhor e para que todos tivessem a oportunidade de ver as habilidades do novato, mas sabemos que não podemos lutar sem permissão então se fosse possível....

A armeira não esboça nenhuma reação, ela só se vira para onde os garotos estão.


- Isso é verdade Andrus?

Joseph olha para o rapaz seus olhos falam exatamente o que ele disse antes. Ele não precisava Lutar.
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Andrus de Kraken
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MensagemAssunto: Re: EU SOU A LEI! EU SOU A JUSTIÇA!   Seg Jan 04, 2016 12:27 am

*A discussão pouco perturbou Andrus, que apenas esperava pacientemente a vinda de Zell com a autorização. Os demais discutiam e parecia que Joseph tinha desistido do posto de General. Perguntaria a ele mais tarde. Andrus ouviu o falatório interminável de Avilak sem se perturbar, até perceber a presença da Syren, que trazia a Armeira com ela. Acompanhou a discussão entre a Syren e Avilak, olhando atentamente até que Lady Iridh se aproximou. Lembrou-se da sensação de seu cosmo e manteve-se calmo. A ocasião nunca parecera melhor.


Andrus se curvou quando a Armeira se aproximou. E então, ouviu Joseph dizer que ele não precisava lutar, por que já tinha conquistado seu lugar.

Patético.


Sem sequer responder a Joseph, sem mesmo desviar os olhos de Lady Iridh, o novato virou-se para a Armeira e então disse:*


– Bem, senhora, não totalmente verdade. O que ocorreu foi que Avilak se aproximou de nós com um tom altamente intimidador, questionando minha origem e me chamando de Blood Ice. As palavras exatas foram “Então calouro! Quem é você e o que quer aqui?” Respondi a ele que queria ir até os bancos meditar, como a senhora havia ordenado, respondendo ao tom rude dele com uma afirmativa. Eu disse que “Estava pensando em caminhar até os bancos da borda, até um imbecil perguntar o que eu faço por aqui. Se você o vir, Avilak, pode dizer para ir para o inferno?” foram as palavras que usei. Logo em seguida os cadetes ficaram excitados e Zell apareceu, perguntando o que estávamos fazendo. Avilak então disse a Zell que informasse à senhora que ele e o Novato (foi como ele me chamou) iriam fazer um "exercício de combate"? Zell partiu para informar a Senhora, Joseph tentou impedi-la, mas sem sucesso. Ele repreendeu Avilak, que respondeu que Milady queria saber quem era digno de ser o novo General. Ele usou estas palavras: “Mas não é só isso! Sem o Dragão Marinho nós não temos um supremo General. Quem você acha que comandará todos os exércitos do Imperador? A Filha do Senhor Solo?!? Hahaha! Não! Será o Juiz de Atlântida! É melhor decidirmos logo quem é o melhor, para que Lady Iridh concentre seus esforços no verdadeiro escolhido! E eu sei que ela pensa o mesmo. Você não concorda Novato? (me chamando novamente assim). Foi o que ocorreu, ipsis litteris. Avilak mostrou interesse em disputar forças comigo e não vi por que não atendê-lo, Milady. Ele parece ansioso para se tornar o Kraken, e me considera uma ameaça em potencial. Portanto, aceitei seu desafio.

*O relatório saiu de forma fluida, militar. Andrus não tinha medo ou receio depois de tudo o que tinha passado, até mesmo depois do encontro com a Armeira. Além do mais, Avilak parecia merecer uma reprimenda e isto seria melhor aplicado ali, diante de Lady Iridh. Ele repetiu cada palavra do ocorrido para que a Armeira das leis pudesse julgar quem estava certo ou errado. Então, após explicar a situação com exatidão, ele completou:*

– De minha parte, não me importo com este exercício. Seria interessante, já que os calouros desejam ver minhas habilidades e técnicas. Não vejo problemática nisto. Se a Senhora assim o desejar, faremos o exercício e depois, cada qual irá para as tarefas as quais foram designados. Ficamos no aguardo do que a Senhora decidir.

*Andrus manteve a mesma posição desde o início, desde que Avilak o abordara. Ainda estava com os dedos erguidos em forma de estalado, esperando a liberação. Como ele mentalmente previra, o combate acabaria rápido. Ele só precisava começar de uma vez.*
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MensagemAssunto: Re: EU SOU A LEI! EU SOU A JUSTIÇA!   Seg Out 03, 2016 9:13 pm

- Eu já disse quais eram os meus desejos. Mas vocês parecem que estão com tempo de sobra para  praticar a desobediência então eu vou dobrar as tarefas dessa semana. Agora vão fazer o que ordenei que fizessem!


Dito isso Iridh dá meia volta, retornando para dentro da fortaleza, Zell começa um sorrisinho sarcástico que logo vira uma gargalhada malévola* que ecoa em alto som enquanto a pequena Siren voa na mesma direção que a armeira.

Alguns momentos após Lady Iridh retornar a fortaleza Marie exclama:

Marie - Parabéns Avilak seu grande idiota!

Aprendiz - Tirou as palavras da minha boca.


Avilak - Eu vou dar um pontapé nas suas bocas se vocês não se calarem agora!

Todos os aprendizes culpavam Avilak pelo seu trabalho recém duplicado. Joseph novamente acalma os ânimos.

Joseph - Já chega! todos nós somos culpados pelo que aconteceu! agora agasalhem-se bem e retomem seus trabalhos  o quanto antes! Vai ser uma noite bem dolorosa! Avilak vá para biblioteca e cumpra as suas ordens antes que sua situação piore! Andrus! Vamos logo começar o treino!

Avilak balbucia qualquer coisa e vai para biblioteca. Os aprendizes que não estavam com o sobretudo foram logo buscá-lo, dobrar o treinamento significava treinar até tarde  e o frio do Ártico não iria perdoar essa afronta. Joseph segue para bancada que ficava na beirada do Grande Iceberg.




Citação :
*Exemplo da risada da Zell
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Andrus de Kraken
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MensagemAssunto: Re: EU SOU A LEI! EU SOU A JUSTIÇA!   Qua Out 05, 2016 9:38 pm

*Medo. Horror estampado no semblante de cada um. O cheiro acre de bílis do hálito exalado por aqueles que temiam o frio e o gelo. Depois que a Armeira se foi, uma discussão infundada começou e logo o seu desafiante, o pretenso desafiante se afastou aos resmungos. Todos pareciam preocupados.

Patético.

Andrus apenas relaxou os dedos que ainda estavam tencionados e se voltou para todos aqueles que recuavam. Seu olhar era pétreo, gélido, imóvel.



O ex-assassino assistiu a retirada dos outros atlantes e se voltou para Joseph. Só então sua expressão mudou.



Ele o encarava com estranheza, com um olhar que mesclava repudia e aversão, para então, finalmente sair de seu marasmo e dizer:*


- Acredito não ser necessário este tom de voz, visto que eu apenas aceitei a afronta de Avilak. Aliás, o que nos traz a outro assunto...

*Neste momento, o semblante de Andrus, que ainda acompanhava Joseph mudou. O rapaz aliviou a expressão e questionou: *



- Eu ouvi Avilak comentar que você desistiu de concorrer para Marina. Eu gostaria de saber o porquê, se possível. E sem mais truques ou segredos novamente como quando eu acordei. Se realmente me aceitam como sou e melhor que os humanos, não vejo porque termos segredos entre nós.

*O tom agora era incisivo e profundo, mas não agressivo. Se fosse possível saber, até parecia que Andrus estava curioso. Mas um olhar atento aos olhos do pretenso Kraken revelavam a verdade: Sondagem. O curto caminho até o Grande Iceberg serviria para algo. Talvez a noite não fosse de todo perdida. *
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MensagemAssunto: Re: EU SOU A LEI! EU SOU A JUSTIÇA!   Sab Out 08, 2016 8:42 am


- Uau! então você quer levar nossa relação para o próximo nível? não sei se estou pronto pra isso Ice-kun!

Joseph fica paralisado por alguns momentos mas logo depois abre um sorriso.


- Hahahaha! Desculpe não deu pra evitar. O seu diálogo lembrou muito uma novela que eu lí a pouco tempo. Mas se contar minha decisão vai ajudá-lo a entender que você não é mais um peão de xadrez, ficarei feliz em conta-la.

Eles voltam a caminhar para seu destino enquanto conversam...


- Andrus não parece do tipo que gosta de ouvir histórias e não temos tempo para conversas alheias ao treinamento então vou focar no que você perguntou. Eu desejo ser uma Marina mais que tudo na vida. Só não é do meu interesse ser um General. E o motivo é Lady Iridh...



...Não desejo somente ser um guerreiro, quero ser um conhecedor de tudo que envolve as sagradas leis do nosso imperador....

...Quero ter a chance de um dia alcançar a sabedoria da pessoa que mais admiro...



... O General Kraken não terá tempo para almejar isso, sendo assim eu fico contente em ser seu servo, seu ajudante.



Eles chegaram ao caramanchão, na verdade só restara um banco enorme coberto pelo gelo. Joseph com ajuda de Andrus  retiram toda aquela camada congelada e se sentam. Apesar de estarem vislumbrando o Sol da meia-noite, o frio se intensifica a cada minuto.


- Creio que respondi sua pergunta. Não almejo comandar os Marina e sim guiá-los pelo caminho da justiça... A Justiça do Imperador Poseidon. Agora vamos a meditação. Andrus quero que você sente aqui, feche seus olhos e comece a passar por todos os espectros dos seus sentimentos. Da sua maior alegria a sua maior tristeza; Do momento de mais calmaria até sua fúria mais incontrolável; Do ódio absoluto ao mais próximo do que você chegou do amor. Concentre-se nesses sentimentos e não se abale. Estarei meditando junto com você, por favor não congele no processo.

Joseph senta cruza as pernas e fecha os olhos, respirando calma e silenciosamente.

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Andrus de Kraken
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MensagemAssunto: Re: EU SOU A LEI! EU SOU A JUSTIÇA!   Seg Out 10, 2016 1:13 pm

*Depois do incidente todo, Andrus continuou seguindo Joseph. Quando ele fez a piada com o relacionamento de ambos, o ex-assassino não esboçou reação. Ao contrário, apenas manteve o olhar estóico com a piada e a resposta do porquê ela tinha sido usada. Em sua mente, tentou afastar a imagem de Joseph lendo novelas, considerando um tipo de leitura um tanto estranha. De qualquer forma, se concentrou na sua explicação.*



- ...

*Andrus ponderou a respeito do que ouvira. Admiração. As pessoas geralmente se agarravam a ídolos como moldes para seus focos. Como objetivos a serem alcançados. Mas dificilmente, ídolos correspondiam à imagem que seus admiradores faziam deles. Ele ainda não conhecia Lady Iridh tão bem assim, mas ela parecia passar esta imagem idolátrica para diversos cadetes, não apenas Joseph. Ao alcançarem o caramanchão, enquanto ajuda Joseph a limpar o banco, ele nota o incômodo do frio no rapaz. E suspira. Ele não sentia frio. O frio fazia parte dele. Desde que aprendera a controlar o cosmo, desde que aprendera a manipular o frio, ele não se sentia mais tocado por ele. Mas era fato que a temperatura diminuía e deveria se preocupar com a camada de gelo que logo voltaria. Para ele, seria como ser coberto de areia. Mas talvez fosse letal para Joseph.



Foi então que foi pego de surpresa. Joseph propunha uma atividade muito estranha, como aliás tudo o que tinha sido proposto até aquele momento. Pensou em dizer que não conseguiria emular sentimentos de alegria ou amor, e até abriu a boca para fazê-lo, mas julgou ser um treinamento de cosmo e se propôs a fazer o solicitado:*

- Ok, Joseph. Eu vou tentar.

*Ele cerrou os olhos. O sentimento de calmaria era relativamente fácil de ser alcançado, visto que era normalmente seu próprio estado de espírito. Mas "mais calmaria"... Ele fechou os olhos e tentou reter alguma coisa que lhe deixasse calmo.

Ele se lembrou do cheiro do ensopado de peixe que sua mãe preparava. Era uma lembrança que o acalmou e pareceu surtir efeito.


"- Tá, mamãe! Já estou indo!

Aquela criança era Andrus, o filho de um casal de lenhadores pouco conhecidos de Selfoss. Andrus sabia que eles não eram seus pais de verdade. Ele tinha sido achado no gelo, chorando de frio e tinha sido acolhido por aqueles dois. Tinha sido adotado, ele sabia, e aquele casal cuidava bem dele. Rapidamente, colocou seu cachecol e correu para o jantar. Ele imaginava que deveriam ter cogumelos desta vez, ou talvez ensopado de peixe. Animado, desceu as escadas.

E viu seu pai sendo destroçado por um tiro.


Quando chegou neste ponto da lembrança, Andrus sentiu o sentimento de fúria invadi-lo completamente. Ele simplesmente tentou conter aquilo, mas seu cosmo reagiu de forma agressiva, abaixando ainda mais a temperatura a sua volta. Ele fechou os punhos, tentando reter e controlar a dor, respirando diversas vezes para se acalmar. Ao término disso, estava suando, mas conseguia reter a fúria.

Secou o suor da testa e fechou os olhos novamente. Desta vez, tentou se concentrar em sentimentos alegres. Demorou vasculhando a mente procurando um destes. Não encontrando, pensou em desistir.

Até que abrindo os olhos, olhou a palma de sua mão. E viu a cicatriz.

Então se lembrou de Leila.

Lembrou de seu sorriso quando ele dissera para que ela não estragasse tudo.

- Ele tem a cabeça meio esquisita, não tem?

- Por favor, foco, Leila!

Andrus lia o folheto do briefing ao lado de Leila. Ambos estavam sentados um ao lado do outro, dividindo o mesmo cobertor, para a alegria de Leila. Ela se sentia bem ao lado do parceiro Undertaker e roçou a bochecha em seu ombro para que ele notasse, mas a carícia não perturbou o rapaz. Ele apenas moveu um pouco o braço, acreditando que ela procurava uma posição confortável para ler e disse:

- Vamos ter que entrar os dois na Première, mas apenas um de nós pode abordá-lo. O outro tem que garantir nossa saída. Você é melhor com armas do que eu. Poderia cobrir nossa saída quando eu terminar a execução?

Leila fez uma assertiva com a cabeça e voltou seu rosto para Andrus, que afirmou:

- Tente não estragar tudo, ok?

Ela não gostou do que o parceiro disse. Suspirou, irritada e se voltou para ele, pronta para protestar. Ela olhou demoradamente para ele, que retribuiu o olhar. E então, Leila sorriu de leve. Ficaram alguns segundos se encarando e Andrus percebeu o quanto ela tinha crescido. Leila não lembrava mais em nada a garota medrosa que tinha executado os garotos no refeitório. Ela tinha crescido e se desenvolvido em uma bela garota.



Andrus não sabia o que fazer ou dizer naquele momento, e decidiu desviar o olhar. Ele suspirou e contendo seu comentário, ele disse:

- Vamos nos arrumar. Temos que ir até a festa.

O coração dele estava acelerado e ele não entendia bem o porquê, mas aquilo não era importante. O importante era o foco.


E então se lembrou de quando dançaram, lembrou de seu peito aquecido pela sensação.

- Temos que nos misturar. Venha, vamos dançar.

Andrus não resistiu. Acompanhou Leila e tomou sua mão, passando seu braço pela cintura dela. A moça apoiou sua mão no ombro dele, mantendo seu corpo próximo. Andrus sentiu a pele de Leila através da luva acetinada. Ela sentiu sua respiração próxima. O bailado iniciou-se lento, compassado, profissional como ambos tinham treinado para ser. Mas a cada volta que davam, a cada passo compassado, Andrus e Leila ficavam mais próximos, fosse corporalmente ou mesmo emocionalmente. Ele notava os olhos dela, presos aos dele com um brilho diferente de tudo que já tinha visto. Ela notava o movimento firme do corpo dele, o olhar que já não era mais pétreo e sim de um azul profundo e belo. Ele a libertou de seu contato na cintura e a fez rodopiar pelo salão, mantendo-a sustentada por sua mão direita. Ele a conduzia e ela rodopiava, passando por outros casais, enquanto ele mesmo andava com passos lentos. Então Andrus a puxou novamente contra ele, e Leila obedientemente se juntou ao rapaz. Sua mão encostou-se ao ombro dele novamente, mas desta vez seus rostos estavam próximos. Ela sussurrou em voz baixa:

- Andrus...

E o rapaz respondeu:

- Leila...


Mas logo depois, se lembrou de quando se declarara para ela.

- Leila, por favor, não morra! Por favor, fique comigo! Leila, por favor! Leila... Eu... Eu te amo!

- Eu também te amo, Andrus...


E o tiro na cabeça dela, ecoando até hoje. Sua mente foi invadida pela tristeza de se lembrar disso e pelo ódio de toda a raça humana. Todos os malditos humanos que por um punhado de notas, por um pouco de minério foram capazes de destruir a vida de Leila e a sua. O ódio veio em ondas e as ondas do mar responderam.



A água, mesmo salgada começou a congelar. A tristeza e o ódio escorriam do seu corpo como uma lâmina gélida que cortava o ar. Ele gritava de dor por dentro, mas apenas seu cosmo respondia. A temperatura começou a cristalizar a neve e a implodi-la e ele estremecia. Ele tremia, mas de ódio, não de frio. Pois, apesar do imenso frio, o corpo de Andrus suava. Seu ódio, sua tristeza, sua fúria, sua dor. Tudo isso tinha um alvo: A raça humana inteira. Não apenas Adel iria pagar. Mas cada uma das pessoas que pertencia a maldita raça que destruíra tudo o que ele conhecia de bom.

Enquanto seu ódio aumentava, a temperatura diminuía a píncaros. O chão congelada e implodia, rachando. E ele continuava de cabeça baixa, tremendo:*


-Vão pagar. Todos eles vão pagar!
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