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 Andrus, O General Marina de Kraken

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Andrus de Kraken
General Marina
General Marina


Mensagens : 21
Data de inscrição : 11/09/2015

MensagemAssunto: Andrus, O General Marina de Kraken   Dom Jan 03, 2016 5:55 am

Nome:Andrus Alekseev
Idade: 22 anos.
Local de Nascimento:Islândia, Selfoss.
Afiliação: Desconhecida.
Escama:  Escama de Kraken.
Título: Blood Ice, Guardião do Pilar do Ártico, A Justiça dos Mares.
Mestre: Centro de Formação Undertaker, Adel Kushihara, Lorde Seinn.
Pupilos: Nenhum.
Local de Treinamento: Sibéria, Groelândia, Islândia e Oceano Ártico.

Características Físicas: Andrus possui os cabelos curtos e de um preto azulado, lisos e totalmente arrepiados. Seus olhos são azuis, mas frios como o gelo. A pele do Guardião possui um tom claro, mas nem por isso esconde seu porte físico. Seu corpo é musculoso e marcado, coalhado de cicatrizes, excetuando em seu rosto, que não possui marcas. Andrus mede 1,75M e do alto deles, mostra uma expressão gelada. No geral, sem a escama de Kraken, o islandês tende a se vestir com roupas despojadas, como jeans e jaquetas de couro, optando por botas para o frio e luvas, mas estas sem dedos.

Características Psicológicas: Andrus é frio, mas tem um grande ressentimento com a humanidade. Por seu treinamento, o homem que Andrus se tornou é calculista e realmente agora ele acredita que para salvar a Terra de toda a sujeira, é necessário destruí-la para recomeçar do zero. A Justiça dos Mares, como ele se denomina e como é reconhecido entre os seus, acredita que apenas um dilúvio pode corrigir a humanidade e que os Atlantes são o futuro. As atrocidades humanas contra os mares o irritam, mas executivos engravatados as praticando, ou não se importando com as mesmas é o que tira o Guardião do sério.

HABILIDADES


Habilidade I

Nome: Sannfæring Sýn (Visão da Condenação)
Tipo: Mental, Básica (Possível de resistir por força de vontade maior que a de Andrus ou por queima de cosmo, a critério do Narrador)
Descrição: Devido ao seu treinamento empático e alto nível de manipulação cósmica, Andrus aprendeu uma habilidade impressionante. O Kraken é capaz permear uma área com seu cosmo e então, enviar uma camada de névoa gélida que entra em contato com os sentidos dos oponentes. Essa névoa tem por função a supressão ou mesmo eliminação da força de vontade dos alvos na área em reter informações, fazendo com que se sintam mais “soltos” para falar. A habilidade não relaxa e suprime o livre arbítrio da pessoa a ponto desta revelar a verdade e nada mais que a verdade, mas é capaz de iniciar uma leve hipotermia cerebral, dificultando a resistência ao alvo de reter informação. Essas informações, aliadas a perguntas e palavras chave, lhe permitem descobrir pontos fracos psicológicos de seu oponente, deixando-o instável e desconcentrado para a luta, além de pura e simplesmente servirem como fonte de interrogatório.

Habilidade II

Nome: Vísbendingar Óumdeilanleg - Absolute Zero (Prova Incontestável – Zero Absoluto)
Tipo: Avançada, Física, Elemental.
Descrição: A manipulação de cosmo de Andrus foi sempre voltada ao frio, haja vista a região na qual o General Marina foi treinado. Desta forma, sua habilidade de controle de cosmo permite que ele condense as moléculas de água e outros gases presentes do ar, diminuindo seu movimento até que elas cessem completamente. Esta habilidade pode ser usada de diversas formas. Uma delas é criar o gelo que Andrus usa em suas técnicas, mas a Prova Incontestável pode ser utilizada de outras formas, como por exemplo, para congelar instantaneamente qualquer corpo que Andrus toque com seu cosmo. Esta habilidade pode, com efeito, até mesmo aumentar a velocidade do General Marina em relação à do oponente. Andrus costuma envolver uma área com seu cosmo e a partir dele, descer a baixíssimas temperaturas esta área. Com isso, a percepção espaço-temporal do oponente muda, fazendo com que se mova mais lentamente em relação à área exterior e ao General Marina, tornando sua reação mais lenta.

Habilidade III

Nome: Handtaka Stoðin (Pilares da Detenção)
Tipo: Física, Elemental.
Descrição: Com seu cosmo, Andrus é capaz de manipular o curso das águas e formar múltiplos redemoinhos, que a um comando do General Marina, sobe e formam poderosas colunas d’água que golpeiam os oponentes. Os pilares simulam o efeito de tentáculos, podendo raspar o oponente com o sal do mar (se forem feitos de água salgada), aprisioná-lo dentro das massas d’água ou mesmo destroçar o oponente, dependendo do uso de Andrus para a habilidade.

HISTÓRIA



“Se a chama que está dentro de ti se apagar, as almas que estão ao teu lado morrerão de frio.”

François Mauriac.



Neve.



Branca, fofa e gélida. Com flocos de formas desconhecidas e tétricas, que dançavam e bruxuleavam. Os milhares de flocos rodopiavam e colidiam com telhados, árvores e até mesmo contra o solo formando um tapete branco que cobria tudo, deixando tudo escorregadio, gélido e embaçado. Inclusive a janela de uma pequena e confortável casa em Selfoss, na Islândia. Do lado de dentro, com o nariz colado ao vidro, uma criança de seis anos olhava a neve caindo com um olhar impressionado. Cada floco que caía era seguido por seus olhos arregalados que acompanhavam a dança da nevasca. Foi então que uma voz feminina chamou:

- Andrus! O jantar está na mesa!



- Tá, mamãe! Já estou indo!

Aquela criança era Andrus, o filho de um casal de lenhadores pouco conhecidos de Selfoss. Andrus sabia que eles não eram seus pais de verdade. Ele tinha sido achado no gelo, chorando de frio e tinha sido acolhido por aqueles dois. Tinha sido adotado, ele sabia, e aquele casal cuidava bem dele. Rapidamente, colocou seu cachecol e correu para o jantar. Ele imaginava que deveriam ter cogumelos desta vez, ou talvez ensopado de peixe. Animado, desceu as escadas.

E viu seu pai sendo destroçado por um tiro.



Andrus ficou petrificado. Não sabia o que fazer. Sua mãe o agarrou, gritando para que os poupassem. Um dos homens que invadia a casa viu que a mãe do garoto gritava e fuzilou-a também. Andrus berrou e sentiu o corpo cair em cima de si, com um forte espasmo no peito. Ele sentia o peito ficando quente e a visão turvando.



Ele iria morrer ali. Era isso. Eles tinham sido atacados e ele iria morrer ali. O som de tiros continuava e se misturava ao som de gritos e ao cheiro de queimado. O que estava acontecendo?

E então escuridão.

Ele recobrou os sentidos, ainda tonto e sentindo dor. Levantou-se e olhou a sua volta. A sala destruída, com diversos rombos queimados nas madeiras. Sangue por toda a parte, principalmente na cozinha, onde jantavam. Toda a mobília revirada.



Apenas uma foto inteira, dentro de um porta-retratos, que Andrus retirou.



Com uma frase escrita abaixo ao pé da fotografia: ”Obrigado por alegrar nossas vidas, Andrus”.
Ele não conteve o pranto, deixando gotas grossas de lágrima pingar sobre a foto, que abraçou contra o peito enquanto chorava. Não se importava de ser achado, não se importava se o matassem. Eles tinham ido embora para sempre. Aquelas pessoas da foto, seus pais estavam ao seu lado, cobertos de sangue e exalando já um cheiro de carne morta. Andrus continuou chorando até perder a noção de espaço e de tempo.

Quando recobrou novamente sua percepção, ouviu um diálogo, uma conversa que parecia falar dele:

- É esse aí? – Disse uma voz grossa.

- Só sobrou ele. Tem que ser. – Respondeu uma voz nervosa.

- Ele é só um pirralho. Não acho que o chefe queira um fedelho. – Disse a voz grossa novamente.

- De qualquer forma, vamos levá-lo. – Concluiu a voz nervosa.

Andrus olhou para a porta. Ela se abriu, iluminando o cômodo no qual o menino estava. E viu duas figuras entrarem. Eram soldados, mas tinham o uniforme diferente daquele que tinha visto os homens anteriores usando. Eles olharam para o garoto e esperaram alguma reação.



Que não veio. Andrus não se mexeu, não esboçou reação. Apenas volveu os olhos para os dois, em silêncio. Com um olhar que não tinha nada dentro. Era como os olhos de um cadáver, mesmo sendo apenas uma criança. Os soldados então o seguraram pelo braço e o conduziram em direção a um caminhão que ali aguardava. Andrus foi colocado na caçamba do caminhão e levado para rumo ignorado. Dentro do caminhão, havia outras crianças, mas todas pareciam ter a mesma reação que ele, não se mexendo e nem olhando para os lados. Algumas fitavam o chão, outras olhavam o teto do caminhão, outras se encolhiam abraçando os joelhos.

Durante o caminho, Andrus sentia a mente vazia, tão branca quando a neve que o caminhão marcava. Tudo aquilo que tinha acontecido e tão de repente... Era inexplicável. Mas uma coisa na saía de sua cabeça.

Os uniformes.

Ele se lembrava dos uniformes dos soldados que haviam atacado sua casa e...



Dos que haviam vindo pegá-lo.



Eram muito diferentes. Enquanto divagava sobre isso, chegaram a um acampamento na neve. Um lugar no ermo.

Foi ali que recebeu toda a explicação: Em uma guerra por comida, sua vila tinha sido destruída por um grupo militante que pretendia pegar os suprimentos de Selfoss tinha atacado a vila e a destruído, matando todas as testemunhas do saque. Andrus tivera a sorte de ser resgatado, assim como aquelas crianças que tinham vindo com ele. O grupo que os resgatara era um grupo de soldados que vinha de Helsinque e estava atrás destes militantes a meses. As crianças resgatadas iriam ficar um tempo no acampamento daqueles homens e depois seriam levadas a orfanatos espalhados pela região. Foram todos agasalhados e latas de comida quente foram servidas. Apesar de não ter apetite, Andrus comeu, olhando para o chão. Foi então que uma sombra cobriu o sol. E Andrus, que estava sentado, olhou para ver quem era.

E o homem se abaixou a sua frente. Tinha cabelos longos, usava um terno escuro e fumava um cigarro. Ele sorriu, dando uma tragada e olhou para o menino, dizendo:



- Você é o Andrus, não é? Prazer. Meu nome é Adel.

Andrus não respondeu. Apenas baixou seus olhos e continuou comendo. O rapaz deu mais uma tragada do cigarro e depois de soprar a fumaça para longe do menino, prosseguiu:

- Isto aí está gostoso? Você deve estar com fome, né?

Andrus continuou em silêncio. Adel terminou o cigarro, jogou seu filtro e soltando a fumaça novamente para longe, se aproximou do garoto. E então, sussurrou em seu ouvido:

- Eu sei o que fizeram com sua vila. E sei o que fizeram com sua família. Você tem duas escolhas, garoto. Ir para um orfanato e viver a vida inteira com a sensação da perda, ou fazer algo. O que me diz?

O garoto arregalou os olhos já na primeira frase. Adel então esperou a reação e finalizou:

- Se quiser fazer algo, me acompanhe. Caso contrário, bom almoço.

Adel se levantou e acendeu outro cigarro, e começou a se afastar. A lata de comida ficou esquecida e Andrus correu para seguir Adel, que sorriu e começou a reduzir o passo para que o menino o acompanhasse.

Adel fez a mesma proposta a outras quatro crianças, que também prontamente acompanharam o homem. Adel sorriu e entrou em um jipe com as crianças e novamente, tomaram rumo ignorado.

O jipe avançou, com um motorista estoico dirigindo incansavelmente. Pegaram um barco e partiram, em uma viagem que demorou muito tempo. E então, mais neve e mais estrada. Andrus não soube precisar quanto tempo levaram, mas tempos depois, chegaram a um acampamento já à noite.

Lá, Andrus viu diversas outras crianças, pelo menos 100 delas, e notou que elas treinavam, mesmo no frio e com a escuridão fechada. Adel então disse:

- É aqui que vocês vão ficar. Se dediquem e façam valer a pena seus futuros.

Então, Andrus começou o treinamento. O mais cruel possível, mesmo sendo apenas uma criança de seis anos. Aprendeu de tudo o que era possível aprender, mesmo com a baixa idade.

Aulas de artes marciais e manuseio de explosivos fossem estes mecânicos ou químicos. Treinou com todos os tipos de armas de fogo visando paralisar primeiramente e depois matar o alvo com um único tiro. Também para sacar e disparar uma arma em no máximo um segundo, a operar aviões, andar de esqui, direção defensiva e ofensiva e adaptabilidade para compreensão de mecanismos.

Durante os treinamentos de artes marciais, Andrus teve de partir para a agressão contra cinco membros adultos treinados do regimento. E teve que ficar de pé durante três minutos contra cada um deles.

Durante os treinamentos com armas de fogo, Andrus simplesmente foi baleado por um dos convivas. Mas era mais um treinamento, cuja lógica era preparar os soldados para quando fossem eventualmente baleados. Apesar de usarem coletes à prova de bala, muitos acabavam se machucando. A tarefa, aliás, não envolvia apenas levar um tiro na barriga: depois disso, Andrus precisou demonstrar agilidade e levantar rapidamente.

Na sequência disso, atiradores continuaram disparando contra ele, mirando em áreas próximas de modo que ele precisou desviar dos tiros e, dessa forma, entender que o stress podia afetar a concentração. Ou seja: Andrus foi treinado para mesmo que levasse um tiro no peito, desviasse de outros tiros que obviamente podiam matá-lo, se escondesse e, claro, permanecesse calmo.

Tiveram as aulas de paraquedismo e ações com cães supertreinados. Em um dos treinamentos, as crianças atravessaram um túnel, completamente escuro, enquanto instrutores atiravam a menos de 10 centímetros de suas cabeças. Cães foram soltos para desorientá-los, que eram equipados com colete e capacete. Andrus viu pelos menos dez crianças morrerem na sua frente neste treino.

Também as aulas de escalada, para subir em muros altos de forma ágil e silenciosa, com nenhum recurso. Ele aprendeu a andar sobre a água, com pés fincados em baldes e improvisando remos com pedaços de madeira.

Aulas de respiração e natação. Ficar imerso em água gelada, com os braços e as pernas amarrados, para dificultar a tarefa. Depois disso, ele e os outros soldados precisaram se abaixar e levantar 20 vezes, boiar por cinco minutos, nadar até o final da piscina, virar sem encostar-se a nada, nadar até o fundo da piscina, realizar cambalhotas subaquáticas e recuperar uma máscara facial que estava localizada ao fundo da piscina. E depois, um treinador atacou os soldados para simular um ataque.

Além disso, aulas sobre como sobreviver, sobre como matar cobras venenosas. Andrus foi obrigado a beber o sangue do animal e comer o rabo da cobra, além é claro, de muitos outros animais peçonhentos e insetos.

Todo este treinamento foi feito em um inverno rigoroso, que diminuía a frequência cardíaca, frequência respiratória e da pressão. O corpo perdendo muito calor para meio externo, realizava a vasoconstrição, ou seja, o corpo fecha alguns vasos sanguíneos no intuito de manter a temperatura interna, evitando a perda de calor levada pelo sangue do interior para a periferia do corpo. Como consequência, há uma diminuição do fluxo sanguíneo ao músculo, levando entre outros efeitos o aumento da viscosidade e diminuição da temperatura muscular, dificultando assim as contrações e a amplitude nos exercícios. Se exercitando, muitas vezes seu corpo ficava com bolhas e manchas roxas, além de sentir fortes dores musculares.

E foi nesta época que ele começou a sentir os primeiros indícios de manifestação cósmica, como ondas de energia passando pelo seu corpo. Ele não entendia muito bem como aquilo funcionava, mas nas poucas visitas de Adel, o seu “benfeitor”, ele lhe explicava sobre a cosmo-energia e sobre como utilizá-la.

Além de tudo isto, o rapaz aprendeu a arte da intimidação e interrogatório, a compreender a empatia e o psicológico dos seres humanos, a ler reações e sentimentos. Com 12 anos de idade, Andrus era uma das máquinas de matar mais eficazes do acampamento, dentre as oito crianças que tinham sobrevivido até o término do programa.

Sim, pois aquilo era um programa. A iniciativa Grobshik, acrônimo de “grobovshchik”, que significa Undertaker.

Os Undertakers eram um projeto Soviético de espiões com alto treinamento de elite em infiltração, demolição e assassinato para missões de eliminação de complicações diplomáticas, como explosões de embaixadas, assassinato de líderes políticos e queima de arquivo de alianças, muitas vezes todas as anteriores somadas.

Os Undertakers não possuíam base fixa, sendo acionados por meio de contato verbal ou mensagens em papel, para inviabilizar sua localização. Os agentes eram treinados nos Centros de Formação, locais como aquele em que Andrus treinara. Mas, de todo o contingente Undertaker, até aquele momento, Andrus tinha se mostrado o único de sua idade a completar o treinamento.

E é claro que o seu comportamento tinha mudado drasticamente também. Ele se tornara frio, calculista e extremamente preciso. Em suma, o assassino perfeito, apesar da pouca idade.

Foi quando aconteceu algo que mudou sua vida. Um dia, durante as refeições uma das garotas que tinha sobrevivido estava comendo, quando um grupo de três garotos a cercou. Andrus, que também comia, não se importou com a menina a princípio, até um dos garotos começar a falar:



- Ei, você. O que acha de nos exercitarmos um pouco? Precisamos ficar sempre em forma e um treino de combate seria ótimo para isso.

A menina apenas volveu os olhos para eles e balançou a cabeça negativamente. Foi quando aquele garoto disse:
- O Benfeitor vai levar alguém com ele na sua próxima viagem e com certeza vai ser o mais capacitado. Então, é melhor que nós saibamos quem vai, não é?

Dizendo isso, ele sacou sua arma e atirou na cabeça do rapaz que estava ao seu lado sem alterar sua expressão.



Subitamente, o garoto entendeu. Eliminação da concorrência para adquirir benefícios. Não era incomum, era clássico na verdade. Ele seria o próximo. Era melhor aproveitar que estavam distraídos com a garota e agir. Então, Andrus ergueu-se rapidamente e segurando o cabo da faca que usava para cortar a carne, simplesmente se voltou em direção ao grupo e disparou o projétil cortante em direção ao rapaz que atirara.

O projétil o atingiu o olho do rapaz, que agonizou e morreu instantaneamente.



Sem dar tempo, o pequeno assassino se levantou, chutando a cadeira em direção a um deles, para desnorteá-lo e então, golpeou-o no estômago com o garfo, puxando o instrumento para cima.



E então se voltou para o outro, mas este já tinha se munido da cadeira e golpeou Andrus nas costas, derrubando-o no chão. Ele apanhou a faca do olho do garoto que iniciara o plano e partiu para cima de Andrus, que deitado no chão e desarmado, esperou.

Foi quando ouviu um som ensurdecedor, diversas vezes:

- BANG! BANG! BANG! BANG!



O garoto caiu morto e Andrus empurrou seu corpo, vendo a garota, que tinha se levantado e apontava a arma para sua cabeça:

- Eu não quero me exercitar! E se continuar insistindo, eu vou matar você!

 

Andrus afastou-se do corpo inerte e notou que ela tinha matado o garoto que o subjulgara e outros dois que estavam de tocaia. Ela era habilidosa, mas não tinha entendido que ele não queria matá-la. E muito menos ser morto por eles. Andrus se ergueu lentamente e disse:

- Abaixe a arma. Eu não tenho intenção de matar você. Isto não é necessário.

Lentamente, a menina abaixou a arma. E suspirou, ainda um pouco assustada. Com um pouco de esforço, ela conseguiu falar:

- Você é...

- Andrus. Andrus Alekseev. Venho de Selfoss, na Islândia. – Disse ele, mal humorado por ter sido alvo de uma arma.

- Desculpe. Eu sou Leila. Leia Warias, também de Selfoss. Eles tentaram me matar por causa do benfeitor. Parece que ele vai levar os melhores em uma missão e eles ficaram empolgados.

- Acho que não sobraram muitos deles para ir, não é mesmo? – Andrus checou seu corpo para ver se não estava ferido.

E então, após a frase do garoto, eis que uma sombra se desenhou na porta do refeitório. Era ele, trajando um pesado casaco, arrumando as luvas e com seu costumeiro cigarro na boca. Aquele que eles chamavam de “benfeitor”. Adel Kushihara.

O homem olhou a cena sem se alterar. Ao contrário de se enraivecer, seus lábios se curvaram e se torceram em um sorriso macabro. Ele se aproximou de ambos e então, disse:

- Então pelo visto vocês conseguem raciocinar mesmo em momentos de crise? Interessante...

E volvendo o olhar novamente, agora diretamente para Leila, ele terminou:

- Os dois. Arrumem suas bagagens e me encontrem em meia hora no estacionamento. Vamos partir.

Nenhum dos dois questionou. Apenas tomaram o rumo de seus alojamentos e arrumaram a bagagem. Em questão de minutos, já estavam prontos. Adiantaram-se a se apresentar e Adel, com um curioso sorriso de satisfação, deixou o acampamento com eles.

Se Andrus considerara seu treinamento duro até aquele momento, mal sabia ele que o pior ainda estava por vir.

Os dois foram levados até o topo de uma montanha desta vez. E lá, Andrus conheceu aquele que lhe ensinaria a dar o próximo passo.

Ele estava sentado olhando a paisagem, em postura contemplativa, quando Adel e as duas crianças Undertaker se aproximaram. O homem usava um pesado casaco de pele, que o abrigava e escondia seu rosto quase por completo.



Ele se ergueu e após alguns minutos de breve conversa com Adel, o homem tirou o casaco e se apresentou:

- Então, vocês são os prodígios do Adel? Vocês podem me chamar de Seinn.

Então, Kushihara se afastou e deixou as crianças com Seinn. Ele novamente curvou os lábios em um sorriso sarcástico característico, mas apenas Seinn o viu.

O tempo passou e as crianças treinaram. E então, perceberam a diferença de nível de treinamento delas e de Seinn. Os poderes de Lorde Seinn como Andrus e Leila passaram a chamá-lo, eram realmente impressionantes. Ele era um mestre impiedoso. Ensinou muitas coisas a Andrus, mas a principal delas com certeza foi o controle de cosmo. As lições mais árduas e valiosas que Andrus tinha recebido. Com isso, Andrus chegou até mesmo a acreditar que seu treinamento como Undertaker de nada valera até aquele momento, pois não importava o quão rápido os seus reflexos fossem, Seinn parecia saber quando ele estava se aproximando. Os músculos de seu corpo doíam quando ele fazia os treinos físicos, muito mais que outrora, mas ele sentia-se ainda pior quando treinava a meditação para despertar o cosmo. Para piorar, Leila estava progredindo rapidamente, mas Andrus se sentia estagnado, sentimento que se aprofundava enquanto ele prosseguia penosamente com sua evolução.

Em uma das aulas, enquanto o garoto e a menina se recuperavam dos treinos pesados, Lorde Seinn sentou-se diante deles e começou:

- Lembrem-se. A origem da Terra, dos seres vivos, das estrelas da galáxia e dos milhões de nebulosas é uma só: o Big Bang, a explosão da qual o Universo nasceu.

As pessoas são feitas dos mesmos átomos que as estrelas, logo, todos os corpos são microcosmos nascidos do Big Bang. Aqueles que controlam essa energia desenvolvem uma força sobre-humana graças à explosão do Universo que eles contêm. Assim, com isso, é possível rachar montanhas e pulverizar estrelas. É um poder de destruição ilimitado, que pode “fissurar” um átomo. Essa energia é o cosmo.

Ele se levantou e continuou a explicação para as crianças, erguendo sua mão com a palma voltada para frente. Conforme ia falando, ia fechando sua mão:

- Mais especificamente, o poder cósmico caracteriza-se pela manipulação de diversas energias, a depender da técnica individual, e da capacidade de se mover a velocidades sobre-humanas. Quando começa a se controlar a manipulação de cosmo em níveis inferiores, vocês se tornam capazes de feitos incríveis, como o de romper a barreira do som, movendo-se à velocidade de Mach 1, por exemplo. A energia cósmica é o que as culturas orientais conhecem como a energia Ki: uma aura mística que brilha e flui como fogo, sendo mais suave e consistente. Eu vou mostrar.

E então ele fechou a mão, mas ela não se fechou totalmente. Parecia que algo estava entre ela, como uma névoa ou como fagulhas de luz.



- Vejam. Extended Shatter.

E então, as pedras, árvores, e até mesmo o solo começaram a se estilhaçar, partindo-se e quebrando-se, mas isto tudo sem acertar as crianças. Leila se jogou no solo assustada e cobriu a cabeça, mas depois de vislumbrar aquilo, Andrus se levantou. Ele não entendeu bem o que estava fazendo, mas simplesmente saltou em direção à Seinn e esticou seus dedos indicador e médio, disparando um golpe energético poderoso. Seinn sorriu e aparou o golpe. Nascia o Komma Springa. E então disse:

- É isso, Andrus. Isto é o cosmo.

A partir daquele dia, Andrus desenvolveu rapidamente seu cosmo. Ao contrário de Seinn, que tinha um cosmo feito de fagulhas de luz, Andrus tinha um cosmo gélido, próprio da região onde nascera e treinara. Leila desenvolvera um cosmo diferente do de Andrus e de Seinn, mas Andrus não conseguia precisar muito bem qual era sua característica.

Sabendo da característica de seu cosmo, Seinn passou a levar o rapaz para zonas frias e deixá-lo treinando e aprendendo sobre a cultura da região. Sempre que Andrus voltava, parecia mais forte.

De qualquer forma, a partir daquele momento, Adel também se moveu e passou a deixar missões para Andrus e Leila com um responsável em uma cabana, alguns metros abaixo, o Sargento Mikail T. Ivanchenko. Ele mesmo tinha partido com Seinn atrás de outras missões. Ivanchenko era o contato com outro acampamento Undertaker e a dupla ficava sabendo das novas missões através dele.

Andrus e Leila fizeram diversas missões sem encontrar dificuldade nenhuma. Invadir complexos inteiros, dizimando as milícias, roubar planos de espionagem industrial, destruir bases militares, apagar vilarejos do mapa, não havia nada que eles não pudessem fazer.

Cada vez que ia ficando mais poderoso, Andrus se lembrava daquele ataque sofrido em Selfoss. Dos homens que tinham executado toda a vila, deixando somente os dois vivos por pura sorte.

Porém, era bom ter alguém com quem partilhar suas experiências. O relacionamento dos dois tinha evoluído. A princípio, Andrus a considerava uma garota chata e chorona, alguém que era uma pedra em seu sapato.

Leila sempre abraçava seu braço quando caminhavam juntos na neve, sempre o acordava com um sonoro “bom dia” que o deixava sobressaltado e preocupado de que seriam ouvidos. A menina tinha uma sensibilidade com a natureza que Andrus não entendia, mas o que no começo o incomodava, passou a ser uma presença confortante. Durante os próximos quatro anos, as tarefas foram ficando mais complexas, mas a dupla prosseguia sem falhas. Até que chegou o dia da missão que mudaria tudo.

Andrus e Leila receberam a missão de se infiltrar em uma Première de um espetáculo, a estreia de uma peça de teatro sobre criaturas mitológicas em Praga.

“Praga (em checo: Praha) é a capital e a maior cidade da República Checa, situada na margem do Rio Vltava. Conhecida como "cidade das cem cúpulas", Praga é um dos mais belos e antigos centros urbanos da Europa, famosa pelo extenso patrimônio arquitetônico e rica vida cultural. Importante também como núcleo de transportes e comunicações, é o principal centro econômico e industrial da República Checa. Situada na Boêmia central, à cidade de Praga localiza-se sobre colinas, em ambas as margens do rio Vltava, pouco antes de sua confluência com o rio Elba. O curso sinuoso do rio através da cidade, cheia de belas e antigas pontes, contrasta com a presença imponente do grande Castelo de Praga em Hradcany, que domina a capital na margem esquerda (oriental) do Vltava”.

O Alvo, Sergei Tchaiwinkov está financiando um antigo inimigo do governo checo e estará na Première para trocar informações e documentos. O sinal para o começo da reunião será um espetáculo de fogos. Sergei deve ser eliminado e os documentos recolhidos e destruídos. Abaixo segue uma foto do alvo, em tempos recentes.



- Ele tem a cabeça meio esquisita, não tem?

- Por favor, foco, Leila!

Andrus lia o folheto do briefing ao lado de Leila. Ambos estavam sentados um ao lado do outro, dividindo o mesmo cobertor, para a alegria de Leila. Ela se sentia bem ao lado do parceiro Undertaker e roçou a bochecha em seu ombro para que ele notasse, mas a carícia não perturbou o rapaz. Ele apenas moveu um pouco o braço, acreditando que ela procurava uma posição confortável para ler e disse:

- Vamos ter que entrar os dois na Première, mas apenas um de nós pode abordá-lo. O outro tem que garantir nossa saída. Você é melhor com armas do que eu. Poderia cobrir nossa saída quando eu terminar a execução?

Leila fez uma assertiva com a cabeça e voltou seu rosto para Andrus, que afirmou:

- Tente não estragar tudo, ok?

Ela não gostou do que o parceiro disse. Suspirou, irritada e se voltou para ele, pronta para protestar. Ela olhou demoradamente para ele, que retribuiu o olhar. E então, Leila sorriu de leve. Ficaram alguns segundos se encarando e Andrus percebeu o quanto ela tinha crescido. Leila não lembrava mais em nada a garota medrosa que tinha executado os garotos no refeitório. Ela tinha crescido e se desenvolvido em uma bela garota.



Andrus não sabia o que fazer ou dizer naquele momento, e decidiu desviar o olhar. Ele suspirou e contendo seu comentário, ele disse:

- Vamos nos arrumar. Temos que ir até a festa.

O coração dele estava acelerado e ele não entendia bem o porquê, mas aquilo não era importante. O importante era o foco.

De fato, os dois se arrumavam e partiram para a cidade de Praga. Com a velocidade de ambos, mesmo usando pesados casacos, não foi difícil descerem as colinas que cercavam a cidade em segurança. Leila e Andrus se infiltraram com sucesso na cidade, sem serem vistos pelos guardas nos portões. Logo estavam no centro, em um hotel no qual o contratante já havia feito reservas.

Andrus começou a se trocar, colocando as roupas de gala que seriam destruídas logo após a missão. Estava de costas para Leila, mas não por algum tipo de pudor, e sim pela posição do guarda roupa. Leila se trocava também, mas prestava atenção à Andrus, com um sorriso reticente.



Após a troca de roupas, ambos se encaminharam até o Castelo de Praga e entraram sem dificuldades. Apesar da pouca idade, pois ambos tinham apenas 16 anos, eles tinham conseguido um belo disfarce e se misturavam a festa. Sondaram o ambiente, olhando todas as falhas, de forma profissional. O castelo era mais impressionante por dentro do que por fora e várias pessoas estavam reunidas, rindo e se divertindo. O lugar estava bem guarnecido, protegido por seguranças fortemente armados, mas isto não preocupava nenhum dos dois.

Tendo localizado Sergei Tchaiwinkov, Andrus decidiu segui-lo, mas Leila o deteve.

- Se o seguirmos agora, levantaremos suspeitas. Temos que pegá-lo antes da reunião com os interessados. – A moça tinha razão, e Andrus decidiu esperar. Além do mais o sinal ainda não havia chegado.

Foi quando as luzes se reduziram a uma penumbra agradável e uma música orquestrada começou a tocar. Casais começaram a se juntar na pista de dança, que havia sido armada no meio do saguão do castelo. Leila olhou para Andrus e disse, sussurrando:

- Temos que nos misturar. Venha, vamos dançar.

Andrus não resistiu. Acompanhou Leila e tomou sua mão, passando seu braço pela cintura dela. A moça apoiou sua mão no ombro dele, mantendo seu corpo próximo. Andrus sentiu a pele de Leila através da luva acetinada. Ela sentiu sua respiração próxima. O bailado iniciou-se lento, compassado, profissional como ambos tinham treinado para ser. Mas a cada volta que davam, a cada passo compassado, Andrus e Leila ficavam mais próximos, fosse corporalmente ou mesmo emocionalmente. Ele notava os olhos dela, presos aos dele com um brilho diferente de tudo que já tinha visto. Ela notava o movimento firme do corpo dele, o olhar que já não era mais pétreo e sim de um azul profundo e belo. Ele a libertou de seu contato na cintura e a fez rodopiar pelo salão, mantendo-a sustentada por sua mão direita. Ele a conduzia e ela rodopiava, passando por outros casais, enquanto ele mesmo andava com passos lentos. Então Andrus a puxou novamente contra ele, e Leila obedientemente se juntou ao rapaz. Sua mão encostou-se ao ombro dele novamente, mas desta vez seus rostos estavam próximos. Ela sussurrou em voz baixa:

- Andrus...

E o rapaz respondeu:

- Leila...

Mas a magia daquele momento se quebrou, pois naquele momento houve a queima de fogos. Andrus e Leila olharam para o alto e então, um para o outro. Com uma assertiva, ambos se afastaram, agradecendo pela dança e cada um seguiu um rumo. Leila foi arrumar os preparativos para a retirada deles. E Andrus foi atrás do alvo.

A princípio, não pareceu difícil. Ele entrou em um dos muitos cômodos reservados da festa, onde era permitida apenas a entrada de pessoal autorizado e trocou de roupa novamente. Desta vez, estava com seu traje de ação. Saiu do quarto e foi até o local onde Sergei Tchaiwinkov estava e invadiu pela janela.



O que Andrus não esperava é que Sergei já o esperava. Andrus viu o careca se levantar e sorrir para o assassino. Sergei estava abrindo a gaveta dos documentos e guardando-os no terno. Andrus se posicionou pronto para executar o alvo. Sergei abriu as mãos e partiu para cima do assassino. Não gritou por ajuda, pois estava confiante de que podia com aquela criança. Sergei era mestre de Sambo, um estilo de luta militar russo focado em agarramentos. Andrus apenas aguardou em silêncio que ele viesse e com um movimento rápido, se desviou do homem, rodopiando o corpo e aplicando um golpe com os dedos em seu pescoço. Era o Ponto de Ruptura, sua técnica destrutiva corpo-a-corpo. Sergei sentiu o golpe e tentou reagir, movendo o corpo, mas estrebuchou antes mesmo que pudesse recuperar o equilíbrio da investida. Andrus não se alterou. Apenas recolheu os documentos e saiu pela janela com eles. Então tocando o envelope o congelou e estilhaçou, partindo da casa, mandando um ponto de cosmo para o alto.

Era o sinal que Leila esperava.



A moça Undertaker, que tinha se retirado da festa momentos antes e se posicionado em um arvoredo próximo do castelo, atirou na segurança que cercava o castelo, para abrir passagem para Andrus, que se deslocou velozmente. Leila derrubava qualquer membro da segurança que pudesse vê-lo mesmo antes de Andrus passar por eles. A velocidade e sincronismo dos dois eram impressionantes. Andrus se permitiu um sorriso, pensando no rosto focado da moça. Logo a veria e sairiam de volta ao acampamento.
Foi quando um clarão explodiu no ponto onde Leila estava. Alarmado, Andrus se deslocou em direção ao local aumentando sua velocidade exponencialmente. Lá chegando, percebeu que tinham sido entregados. Afinal alguém contara aos homens de Sergei ou de interesse que estariam naquele ponto. Uma milícia fortemente armada cercava Leila e disparava contra ela. Leila desviava-se dos tiros e abatia quantos podia, mas ela sabia que não podia usar seu cosmo nas armas que portava, ou elas explodiriam.

Andrus chegou saltando e com um soco aplicado no solo, afastou a milícia com seu cosmo. Mas o mesmo acabou sendo atingido. Muitos disparos o acertaram no processo, mas ele não se importou e fez sinal para que Leila o seguisse. Eles fugiram, subindo as montanhas e sendo seguidos pela milícia, até serem perdidos de vista. Andrus se apoiou em uma árvore e suspirou. Os disparos tinham-no atingido em cheio. Leila se aproximou:

- Está sangrando... Por que você me salvou? Por quê? Nós temos ordens para deixar outro Undertaker para trás quando a missão é comprometida.

Andrus não respondeu. Não sabia dizer por que viera. Quando pensara que Leila estava em perigo, ele nem questionou se deveria vir. Ele apenas viera. Ele suspirou e disse:

- Não sei. Agora vamos voltar... Preciso de cuidados médicos.

Leila se aproximou dele e o auxiliou na caminhada, mas tão logo começaram a se mover, foram seguidos novamente pela milícia. Andrus e Leila correram, fugindo dos tiros de RPG-32 (um lançador de granadas russo) e de FGM-148 Javelin (um lançador de mísseis anti-tanque portátil americano). Quem quer que os estivesse atacando sabia do que eram capazes pois tinha vindo fortemente armado.

Ao chegar a cerca da fronteira, ambos cruzaram o arame, rasgando a pele de suas mãos no processo escalando a cerca. Os milicianos continuaram os seguindo e então Andrus notou uma coisa pavorosa:

Os uniformes. Os homens que os seguiam usavam uniformes brancos



E eram liderados por homens com fardas tecnológicas.



A mesma farda dos homens que o salvaram. Andrus tonteou com o baque e se voltou para a cerca, mesmo Leila gritando para que voltasse. Ela tentou se aproximar de um deles, mas um tiro de Javelin a colheu lançando para longe.
Andrus não viu a cena. Apenas inspirou sentindo seu cosmo fluir e usando toda a neve da região, começou a elevá-lo. Seu golpe gélido saiu com uma potência absurda, na forma de milhões de estacas de gelo saindo do solo e destruindo toda a milícia. Um verdadeiro massacre gelado. Apenas um homem ficou vivo, que Andrus agarrou e questionou:

- Quem mandou vocês?

O miliciano olhou para ele tossindo sangue e disse:

- Alguém que lhe quer bem...

Logo após, o miliciano morreu. Andrus deixou-o para trás e correu até Leila, pegando-a no colo. Ela parecia ferida, mas Andrus sussurrou:

- Você vai ficar bem. Logo vamos chegar até o acampamento e você vai receber cuidados.

Ele segurou a mão ferida de Leila, protegeu-a com sua capa e se deslocou em alta velocidade em direção ao acampamento. Andrus não se deteve mesmo ferido pelos tiros, desesperado para que Leila recebesse cuidados.

Enfim chegou até Ivanchenko. Andrus viu o contato e disse:

- Missão cumprida, mas fomos interceptados. Alguém denunciou nossa posição. Leila precisa de cuidados.

Mikail Ivanchenko sorriu e Andrus viu vários Undertakers saindo da cabana. O contato então disse:

- Claro, vamos cuidar dela.

Andrus olhou aliviado para Leila. Ela estava com uma expressão de dor, mas ele a tranquilizou, dizendo:



- Você vai ficar bem.

Mikail então se aproximou e deu um tiro na cabeça de Leila.

Andrus olhou horrorizado. Leila estrebuchou e Mikail então explicou:

- Essa missão era um teste derradeiro. E ela infelizmente fracassou Andrus. Já você em contrapartida passou. Encontre-nos na cabana. Você agora é um dos nossos.

Mas Andrus não estava ouvindo. Leila sangrava e ele tentava estancar o sangue, mas ainda pressionava a mão dela. Ela olhou para ele e sorriu. E então, ela suspirou e ele sentiu que ela estava partindo:

- Leila, por favor, não morra! Por favor, fique comigo! Leila, por favor! Leila... Eu... Eu te amo!

Leila deu um sorriso fraco, pálido e coberto de sangue, e respondeu:

- Eu também te amo, Andrus.

E seu olhar ficou imóvel. Andrus a sacudiu desesperado, ouviu sua respiração e não obteve resposta. E abaixou sua cabeça, apertando a mão da moça e chorando copiosamente.

Um dos Undertakers estranhou a demora de Andrus e veio buscá-lo para que ele se apresentasse. Ele segurou o braço do rapaz e puxou. As mãos feridas de ambos se soltaram. E graças aos ferimentos, Andrus perdeu um pedaço de sua pele, que se rompeu com o puxão, formando uma cicatriz em forma de “L” em sua palma da mão.

“L” de Loyalty (Lealdade)

“L” de Life (Vida)

“L” de Lifter (Ladrão)

“L” de Leila.

Andrus se levantou. E o clima começou a esfriar. Um soldado sentiu um floco de neve caindo em seu ombro e fez um movimento impaciente para retirá-lo.

E congelou instantaneamente. Os outros foram percebendo um pouco tarde demais que cada floco de neve estava congelando-os. Alguns tentaram correr de puro horror, mas iam congelando rapidamente. Mikail foi rápido o bastante para pegar um jipe e fugir, enquanto diversos outros Undertakers eram congelados e viravam verdadeiras estátuas. Mikail se deslocou até que a gasolina acabasse e fez o resto do percurso a pé até um de seus esconderijos. Ele abriu a porta e suspirou, voltando-se para a sua sala.

E se deparou com Andrus sentado nela.



- Você.

Mikail engoliu em seco e ergueu sua arma. Andrus largou a sua no chão. E prosseguiu falando:

- Você. Por que fez isto com Leila?

Mikail não respondeu. Apenas puxou o gatilho. Mas a arma estava congelada. E Andrus parado bem a sua frente. Mikail então respondeu:

- Eu recebi uma ordem. Uma ordem e muito dinheiro.

Andrus aproximou seus dedos do rosto de Mikail. E perguntou:

- De quem?

Mikail engoliu em seco e respondeu:

- Kushihara.

Andrus então enfiou os dedos no crânio de Mikail, que caiu morto logo depois. E saiu da casa, decidido.

Ele começou a caçar e destruir cada acampamento Undertaker, procurando por Adel Kushihara. Ao longo de seu avanço, descobriu coisas horríveis. O grupo que atacara sua casa era o mesmo que o salvara e só fizera isto por dinheiro e influência. Grande parte das missões que tinha realizado tinham beneficiado gigantes do poder, que só usavam as suas habilidades para esmagar vilas como a dele e ganhar mais riquezas e território. Descobriu que Adel financiara os grupos de ataque para atacar Leila em Praga e que ele era um dos homens que iria negociar com Sergei as informações.

Em suma, a raça humana inteira estava interessada em riquezas e poder. E estavam dispostos a tirar vidas e escarrar em cadáveres se fosse necessário.

E o pivô de tudo isto era Adel Kushihara. Seu próximo alvo.

Dois anos Andrus passou seguindo seu rastro e sendo seguido por milícia atrás de milícia. Conforme os enfrentava, percebia que seu gelo podia congelar cada vez mais, até atingir um nível de excelência do Zero Absoluto. E prosseguiu, matando muitos e redefinindo a geografia de diversos lugares. Até que em Selfoss, o seu antigo lar, já debilitado e fraco, encontrou Adel. Que liderava a última milícia.

Fora tudo um plano dele. Desde o momento em que seus pais morreram até quando Mikail matou Leila. Sua vida inteira, tudo tinha sido um plano dele. E os malditos seres humanos estavam sempre lá, para lamber seus pés como cães. Como porcos esperando pela lavagem. Debilitado, Andrus se viu acuado em um desfiladeiro pela milícia de Adel. Que desceu de um dos tanques e disse:

- Você serviu bem ao seu propósito, Andrus. Mas se vai ficar contra mim, terei que pará-lo.

Andrus não respondeu. Mesmo exaurido e enfraquecido, ele jurou vingança. Sua vida e a morte de Leila não tinha só um culpado. Não era só Adel. Era todo e qualquer ser humano que o tinha ajudado, seja por ganância ou por cobiça. E foi contra eles que Andrus jurou vingança. Contra a raça humana.

Andrus se esforçou e com um suspiro, lançou um ataque gelado de grande poder. Sua técnica mais poderosa, Síðasta Setningin (A sentença final). Adel ordenou um disparo e o mesmo se moveu, tão depressa que Andrus pode ver seu cosmo de relance. O tiro do tanque, mesmo após a Sentença Final ser disparada colheu Andrus pelo peito e o arremessou no desfiladeiro. O rapaz se concentrou e com a fagulha de cosmo que lhe restava, se prendeu em um esquife de gelo.

Talvez ele morresse, pensou ele enquanto caía aos braços do mar ártico. Mas talvez conseguisse se recuperar. E se conseguisse, a raça humana inteira iria pagar.

E então, o escuro.


TÉCNICAS


Técnica I

Nome: Komma Springa (Ponto de Ruptura)
Tipo: Básica, Física.
Descrição: Andrus é um assassino treinado antes de ser um General Marina. E como todos aqueles que são treinados em seu ofício, Andrus é mestre na arte de matar. Como dizem alguns, “quanto melhor é o assassino, mais próximo da sua vítima ele fica”. Como um dos melhores em seu ramo, Andrus desenvolveu uma habilidade própria para este fim.
Andrus tem um senso completo de anatomia e sistemas do corpo humano. Enrijecendo suas falanges (normalmente dos dedos indicador e médio) com o cosmo, Andrus aplica pressão contra o corpo de seu alvo em um ataque direto. Com isto, ele é capaz de golpear pontos de ruptura do alvo, causando dores excruciantes e partindo nervos, tendões e até ossos. Em cavaleiros, o golpe causa dor extrema no ponto golpeado e pode causar outros efeitos, tais como tontura, enjoo, náuseas, fortes enxaquecas, dificuldade de locomoção, falta de ar se o golpe for direcionado às vias respiratórias e/ou ao crânio e diversos outros efeitos, dependendo do local onde Andrus golpeia. Em contrapartida, em seres humanos comuns, é letal, matando-os instantaneamente. Andrus pode mesclar o Komma Springa a outras técnicas suas, como visto a seguir.


Técnica II

Nome: Ákvæði Petrea Kraken – Northern Lights (Cláusula Pétrea de Kraken – Aurora Boreal)
Tipo: Básica (Ou Avançada), Elemental, Variável.
Descrição: Esta técnica tem o mesmo nome à técnica do antigo Kraken, mas Andrus a executa de forma diferente. Ele manipula os átomos do ar com seu Cosmo, invocando todo o frio do Mar Ártico para formar uma grande Aurora em suas costas. E então, dispara uma poderosa rajada de ar frio condensado com cosmo energia, em -273,15 °C (Zero Absoluto que é a temperatura mais baixa que se pode atingir no universo). Até aqui, a técnica é idêntica a do Kraken anterior. Aqui vem a diferença. Andrus pode combiná-la com a habilidade Handtaka Stoðin (Pilares da Detenção) e criar uma rajada de água salgada congelada ao nível de microcristais, que pode rasgar e partir até mesmo aço. Com esforço, Andrus pode até mesmo quebrar armaduras sagradas, mas isto demanda esforço contínuo, grandes massas de água salgada e imobilidade total e completa do Kraken.

Técnica III

Nome: Referendum with Inuas - Cold Dance (Referendo com as Inuas - Dança Gélida)
Tipo: Básica, Elemental, Status, Variável.
Descrição: Andrus controla o gelo, o frio e as águas gélidas, o que basicamente lhe dá habilidades muito interessantes. Essa técnica é um conjunto delas. O general é capaz de criar um ponto de congelamento instantâneo onde toca com seu cosmo, capaz de transformar uma simples chuva de flocos de neve em um terror congelante. Cada ponto no qual o general marina toca com seu cosmo forma uma projeção mínima nos traços de uma máscara metade humana metade peixe, que se torna a origem de um congelamento instantâneo. Este atinge todas as células do alvo para que nenhum micro-organismo possa permanecer ativo na superfície congelada. A temperatura é tão baixa que é capaz de gerar implosão da superfície caso tome conta totalmente da mesma. Andrus pode utilizar o Komma Springa para criar o ponto inicial da técnica, o que ele geralmente faz em alvos móveis, mas no geral utiliza esta técnica em nevascas que ele mesmo cria com o Zero Absoluto. O nome da técnica é dado em homenagem às Inuas, que são a crença dos povos polares na alma. Segundo eles, tudo tem uma inua. Animais, rochas, árvores e rios têm inua, assim como acidentes geográficos perigosos, como as geleiras. A inua em geral é retratada como uma face humana num olho, dorso ou peito de animal.

Técnica IV

Nome: Solitude in the Praetorium Atlante (Reclusão no Pretório Atlante)
Tipo: Básica (Só a prisão) Avançada, Elemental
Descrição: Andrus cria vários espelhos de gelo que envolvem uma área de raio a ser determinada pelo cavaleiro, com um limite de quarenta espelhos hexagonais de aproximadamente um metro que se posicionam com a forma de um icosaedro. Se houver água nas proximidades, a área pode ser expandida até o limite do cosmo do General. Os espelhos são inquebráveis por meios comuns, impossibilitando a saída de adversários. De cada um dos espelhos, Andrus pode retirar parte do cosmo que os compõe e disparar diversas estacas de gelo para a parte interna da prisão. Caso os alvos aprisionados tenham sido tocados pelo Komma Springa anteriormente, as estacas buscam o ponto onde o cosmo do general tocou e perfuram aquele ponto. Os espinhos tem por volta de 15 centímetros de comprimento e 7 milímetros de espessura e só param de atingir o inimigo quando o gelo que compõe os espelhos se esgota ou quando o General marina deseja.

Técnica V

Nome: Dómur Dómstólsins Atlantis - Síðasta Setningin! (Acórdão do Tribunal de Atlântida – Sentença Final!)
Tipo: Avançada, Elemental, Variável.
Descrição:A técnica mais poderosa de Andrus e o ápice de seu controle gélido.

O General Marina de Kraken desenvolveu ainda em seu tempo em terra essa técnica e a aprimorou ao longo de seu treinamento. Conseguiu o controle pleno da mesma antes de ser levado para Atlântida.

Andrus é capaz de replicar um dos fenômenos mais letais da natureza: O dedo de gelo da morte.

1. Chamado tecnicamente de estalactite de gelo, ou brinicle, esse fenômeno submarino raro foi documentado pela primeira vez em 1974. Ele ocorre apenas nas regiões polares, durante o inverno. Nessa época, a temperatura acima do mar cai para pelo menos -40 ºC, bem mais fria do que a água do oceano, em torno de -2 ºC

2. Nessas condições, o congelamento da superfície não forma um gelo sólido, como nos icebergs, e sim "poroso", com canais internos. Por eles, corre uma água salgada e muito gelada, direcionada para baixo devido à sua densidade e ao fluxo de calor no fundo do mar (a água "menos fria" sobe e a mais fria desce)

3. Conforme passa pelos canais internos, a água supergelada carrega mais sal, alterando a densidade e ficando mais fria. Quando sai do "cano", o jato de salmoura resfria a água do oceano ao redor de si, que é menos densa, menos fria e acaba se congelando. Ou seja, o cano é milimetricamente prolongado e a estalactite cresce.

4. O mar precisa estar calmo para não quebrar a formação. Se ela conseguir atingir certo tamanho, torna-se autossustentável e cresce desenfreadamente, até chegar ao fundo do mar. No chão, o processo continua como um "rio de gelo" que serpenteia pela superfície, congelando seres que não conseguem escapar, como estrelas-do-mar.

O General de Kraken tem três variantes desta técnica:

A primeira variante da técnica é com o Marina criando seus Handtaka Stoðin e em seguida combinando-os com o Zero Absoluto, criando assim o fenômeno com água, mas fora dela. O efeito é que ele pode fazer um pilar de gelo eterno que contamina e congela o que toca, aprisionando formas de vida que não consigam escapar.

A segunda variante é mais destrutiva que a primeira, mas foca um único alvo. Andrus pode combinar o choque de temperaturas em seu Komma Springa. Com isto, ele golpeia o oponente em um ataque direto e usando de seu cosmo, ele cria o evento no alvo, criando a brinicle dentro de seu corpo, o que pode rasgar a parte do corpo do alvo que foi atingida ou congelar aquela região com velocidade assustadora, gerando necrose avançada e hipotermia instantânea.

A terceira variante é a mais letal de todas e é terrivelmente perigosa, em alguns casos até para o próprio Marina. Andrus é capaz de criar este fenômeno em pleno ar, fora da água, utilizando seu cosmo para criar o Zero Absoluto. Com isto, conforme explicado no passo 1, o General é capaz de criar o choque de temperaturas em forma de um cilindro, mas desta vez ele o faz a sua volta, criando os dedos de gelo da morte para qualquer direção que queira, em uma explosão massiva de cosmo energia congelante, que literalmente transforma tudo a sua volta em um imensa planície gélida. Andrus é capaz de destruir com facilidade grandes edificações, estruturas densas e até mesmo placas tectônicas inteiras, mas fica totalmente debilitado após utilizar a terceira variante, não conseguindo utilizar seu cosmo, o que no geral encerra a luta.
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Andrus, O General Marina de Kraken
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